Exposição  Multimídia Magister Raffaello - Santa Tereza Tem
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Exposição  Multimídia Magister Raffaello

11 jan, 2022 as 09:30 27 fev, 2022 as 21:00

A exposição Magister Raffaello, promovida pelo Consulado Geral da Itália em Belo Horizonte, pela Fundação Clóvis Salgado e pela Magister Art, celebração o 500° aniversário de morte de um dos maiores artistas do renascimento italiano.

Através de recursos tecnológicos e conteúdo multimídia, a exposição conduz o visitante em uma viagem virtual inédita ao Renascimento Italiano e à vida e obra do pintor. Uma nova experiência de observação e conhecimento sobre as obras do artista, descobrindo detalhes e técnicas.

 A curadoria de “Magister Rafaello” é de Claudio Strinati, historiador de arte, especialista em pintura e escultura renascentista, e de Federico Strinati, gestor de promoção e patrimônio cultural. 

Para retratar a carreira desse mestre renascentista, a exposição é dividida em seis áreas temáticas com grandes telas nas quais conteúdos multimídia narram as obras de Raffaello. O visitante é levado por um percurso a partir de uma cronologia que segue o crescimento humano e profissional do artista para descobrir as cidades por onde ele viveu e as obras que criou.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

O passeio pela mostra começa com um autorretrato de Raffaello, atualmente em exposição na Galeria Uffizi em Florença, e a cronologia dos principais momentos de sua vida. A primeira sala temática, Espaços Habitados, traz o quadro A cidade ideal, de autor desconhecido, mas contemporâneo a Raffaello, que convida o visitante a começar a jornada partindo de Urbino, cidade onde o artista nasceu, para chegar à Città di Castello.

Retrato de Maddalena Doni

A cidade ideal inspirou Raffaello, que a representará em sua primeira obra-prima – O casamento da virgem, exposto na Galeria de Brera em Milão. O artista estava em plena luta pela sobrevivência artística quando chegou a Città di Castello e concebeu a pintura, feita para uma igreja da cidade, inicialmente encomendada à oficina do artista Pietro Perugino.

Na sala seguinte, Encontrando Equilíbrio, o público poderá vivenciar um período altamente produtivo da vida de Raffaello. O artista que já era residente em Florença neste período, recebe a encomenda de uma nobre e rica família de Perugia para a criação de uma obra em homenagem ao herdeiro da família, morto em uma rixa familiar. A obra A Deposição, que poderá ser apreciada, traz a revolução realizada pelo mestre ao relatar a deposição de Cristo: o jovem Grifonetto Baglioni segurando o lençol com o corpo de Cristo.

No terceiro espaço, A Espiritualidade Nobre, o visitante é recebido por uma coleção de madonas e retratos femininos e masculinos, encomendados a Raffaello tanto por clientes religiosos como seculares como a família Doni.

A sala Os Aposentos Papais retrata as boas relações de Raffaello com Roma, graças ao seu talento e habilidade. A Escola de AtenasA expulsão de Heliodoro do templo e O fogo no Borgo são obras inéditas na arte ocidental que enriquecem as chamadas Salas de Raffaello, nos Museus Vaticanos.

A deposição

Por fim, na sala Utopia e Poder, a jornada pela vida e obra de Raffaello termina com a obra A Transfiguração, última pintura que simboliza o fim prematuro de uma vida. O artista fez a pintura para o cardeal Júlio de Médici, nomeado para a Catedral de Narbònne. A obra foi comparada a outra bela pintura, A ressurreição de Lázaro, de Sebastiano del Piombo, o grande rival de Raffaello, aluno de Michaelangelo.

Ao longo deste percurso, o visitante encontrará também as “portas do conhecimento”, que mostram imagens de obras de Raffaello e de outros artistas contemporâneos ou conhecidos por ele. A visita poderá ser acompanhada também por um audioguia.

O que o Renascimento representou na história da arte e da cultura mundial é lembrado por essa exposição através de obras de Raffaello descritas em formato multimídia: uma mostra que visa falar do antigo através do contemporâneo, colocando em diálogo as pinturas do começo do século XVI com o universo multimídia atual. Qual jeito melhor de mostrar a atualidade de uma pintura e de um movimento artístico que viraram imortais?

A exposição oferece ainda um aplicativo especialmente criado, com informações, textos, vídeos e áudios sobre Raffaello, em português, italiano e inglês. O visitante poderá baixar na loja de aplicativos de seu celular ou usar o audioguia que será disponibilizado pelo Palácio das Artes. A exposição oferece também um Programa Educativo, com agendamento de grupos para visitas mediadas. Para mais informações, contactar: extensao@fcs.mg.gov.br/.   Em parceria com a CASA FIAT DE CULTURA, no dia 26 de janeiro, das 19h às 20h30, acontece a palestra virtual “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”, com Elisa Byington. As inscrições são gratuitas, pelo Sympla.

Um dos maiores artistas do renascimento italiano

Rafael Sanzio nasceu em Urbino, na Itália central, em 1483, e morreu em Roma, em 1520. O artista começou a trabalhar muito jovem e sua grandeza logo foi reconhecida e apreciada em sua época. Ao longo dos séculos, após sua morte, com apenas 37 anos de idade, sua fama foi se consolidando, e Raffaello se tornou um dos artistas mais estudados e admirados do mundo.

O artista viveu e trabalhou nos centros mais importantes do Renascimento italiano: Urbino, Città di Castello, Florença e Roma. Ao longo de sua jornada, assimilou um conceito fundamental: o quanto a arte pode enriquecer a vida de uma pessoa. A arte, com suas formas belas e agradáveis, representa uma condição ideal de bem-estar, felicidade e serenidade a que o ser humano, ao longo dos séculos, sempre aspirou.

Em Urbino, cidade onde nasceu e onde seu pai deixara de herança uma oficina de arte, Rafael não conseguia se lançar como artista e não chegaria a pintar qualquer obra. Ainda adolescente, ele se mudou para centros menores, onde seu trabalho encontrou aceitação e apreciação.

Pintou especialmente em Città di Castello, com os olhos sempre voltados para Perugia, a terra do pintor mais importante da época, Pietro Vannucci, conhecido como Perugino, cujo estilo (e mentalidade) assimilou.

Sob forte recomendação da duquesa Giovanna Feltria della Rovere, Raffaello seguiu para Florença, a Capital das Artes, e lá conseguiu obter encomendas de famílias abastadas. A sua fama de retratista supremo e pintor magistral de imagens sacras, para uso privado, chegou aos ouvidos de Atalanta Baglioni, uma nobre perugina, muito influente na política e na cultura da Itália central da época, que lhe confiou a tarefa de uma obra crucial, destinada à igreja de São Francisco: O transporte de Cristo ao sepulcro, uma obra de notável significado político e estético.

O sucesso triunfante dessa obra levou Bramante, o arquiteto da Basílica de São Pedro, em Roma, curador do Papa Júlio II della Rovere, a chamar Raffaello à Cidade Eterna para confiar-lhe a tarefa exclusiva de pintar os aposentos papais. O surpreendente resultado alcançado no primeiro aposento, a Sala da Assinatura, encorajou eclesiásticos ilustres, empresários leigos e nobres em posição privilegiada a dar-lhe todo tipo de atribuições artísticas, diplomáticas e culturais.

O roteiro que define a produção artística de Raffaello se tornou percurso turístico “alternativo”, que permite ao viajante conhecer de perto as raízes da produção artística italiana que não se resume a visitas a Roma, Florença, Milão e Veneza.

Em apenas seis anos, a partir de 1509, Raffaello se tornou o primeiro consultor supremo de Júlio II e, depois da morte desse pontífice, em 1513, de seu sucessor, Leão X. Foi principalmente por intermédio de Leão X que o mestre se viu na condição ideal de homem da Corte, rodeado de amigos ilustres e influentes, como Baldassar Castiglione. Raffaello também se tornou o fundador de uma Escola, por meio da qual conseguiu receber um número considerável de novos pedidos e comissões.

De 1515 até sua morte, Raffaello trabalhou ainda como arqueólogo, pintor de cenas teatrais e arquiteto, embora, nesse período, Leão X tenha preferido utilizá-lo mais para obras instrumentais, como os desenhos para as tapeçarias da Capela Sistina ou para as homenagens ao Rei da França Francesco I e sua esposa, por ocasião de importantes acordos diplomáticos e familiares.

O que o Renascimento representou na história da arte e da cultura mundial é lembrado por essa exposição através de obras de Raffaello descritas em formato multimídia: uma mostra que visa falar do antigo através do contemporâneo, colocando em diálogo as pinturas do começo do século XVI com o universo multimídia atual. Qual jeito melhor de mostrar a atualidade de uma pintura e de um movimento artístico que viraram imortais?

Serviço
Período de exposição: 11 de Janeiro (terça-feira) a 27 de fevereiro (domingo)
Dias e horário de funcionamento: Terça-feira a sábado das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h
 Local: Grande Galeria Guignard – Palácio das Artes
Endereço: Av. Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte
Entrada Gratuita
Informações para o público: (31) 3236-7400

A exposição oferece ainda um aplicativo especialmente criado, com informações, textos, vídeos e áudios sobre Raffaello, em português, italiano e inglês. O visitante poderá baixar na loja de aplicativos de seu celular ou usar o audioguia que será disponibilizado pelo Palácio das Artes. A exposição oferece também um Programa Educativo, com agendamento de grupos para visitas mediadas. Para mais informações, contactar: extensao@fcs.mg.gov.br/.   Em parceria com a CASA FIAT DE CULTURA, no dia 26 de janeiro, das 19h às 20h30, acontece a palestra virtual “Raffaello e a idade de ouro do Renascimento”, com Elisa Byington. As inscrições são gratuitas, pelo Sympla.

Livre

Palácio das Artes

Avenida Afonso Pena, 1537, Centro
Belo Horizonte, Minas Gerais Brazil
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31-3236 7400

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